I Congresso de Adoração

Nesta sábado, dia 22 de Novembro, estarei na Igreja Batista do Jardim Brasil, ministrando um workshop de canto pela manhã e à tarde.
Às 17hs farei um mini recital com obras de Pergolesi, Faurè, Mozart, Rossini, Gounod, e Negro Spirituals com Wesley Rocha ao piano.I Congresso de Adoração

Av. Julio Buono, 3028
ou
Av. Sanatorio, 151 São Paulo SP 02258-000 Brasil

Exames de Canto na EMM

Nos próximos dias 3, 4 e 5 de Fevereiro estarão sendo realizados os exames de Canto na Escola Municipal de Música ou Escola de Música de São Paulo.
Será minha primeira Banca de Canto na EMM e estou esperando por esses dias com muita alegria e expectativa.
A todos os candidatos: muita calma, tranquilidade, concentração e atenção. Aqueçam as vozes, cheguem com tempo para não ficarem afobados na última hora, estudem e se preparem bem, façam o melhor que puderem e não queiram inventar nada de última hora, façam o que estudaram e prepararam.
Outro ponto importante : arrumen-se !!! Por favor, quem deseja ser um cantor lírico precisa desde cedo aprender a se arrumar para cantar, não importa se é um teste, uma audição ou um recital, nada de ir como se fosse na “balada”, na padaria da esquina ou dar um “rolê” logo ali … vocês precisam se conscientizar de que são artistas e de que serão observados “da capo al fine” …hehehehe
Faço essa observação importante porque ultimamente tenho visto umas “coisas” terríveis por ai !!!
Lembrem-se, não é “The Voice Brasil”, “American Idol” ou “Ídolos”, “Calouros do SBT” e não sei mais ou que, é um teste para aulas de canto lírico 🙂

Enfim “in bocca al lupo”, “toi toi toi”, “break your leg” ou “merde” … é o que dizemos antes de récitas de ópera, concertos ou recitais.

Um ano com muitas novidades

O Ano de 2013 foi o meu ano de despedida do Coral Lírico do Theatro Municipal de São Paulo, após 35 anos e 9 meses trabalhando lá, um trabalho que amo e sempre amei. Não esperava por isso, porém vários motivos me levaram a tomar essa decisão.
A partir deste ano de 2014 assumo uma das cadeiras de professora de canto lírico na Escola Municipal de Música, que pertence à Fundação Theatro Municipal de São Paulo.
Amo estar no palco, mas também amo dar aulas.
Sou professora de canto no curso de Música da Faculdade Teológica Batista de São Paulo desde 2008 e sempre dei aulas. Já fui professora da antiga ULM, Seminário Presbiteriano Da Catedral Presbiteriana de São Paulo, por 10 anos fui professora de canto e orientadora vocal do Coral Municipal da Cidade de Botucatu, São Paulo – onde montamos As Bodas de Fígaro com meus alunos de lá – e sempre dei aulas particulares.
Agora assumo minha função acadêmica full time.
Mas, quero deixar uma coisa bem clara – estar dando aulas não quer dizer que eu vá parar de cantar, muito pelo contrário, agora terei mais tempo para estudar e me preparar e para este ano tenho alguns projetos, mas o que mais me empolga é o de voltar a fazer recitais de música de câmara, algo que fazia corriqueiramente e que, por falta de tempo e principalmente de espaços, foi diminuindo até parar de uma vez.
Então, um Feliz 2014 para todos, Ano Novo, Tudo Novo !!!

Segundo Semestre …

Infelizmente , por motivos vários que vão desde número de técnicos insuficientes até problemas orçamentários, as Vesperais Líricas foram suspensas no segundo semestre. Uma grande pena, uma grande tristeza, porque estávamos crescendo a cada espetáculo, tanto na parte artística como também o público estava aumentando a cada novo título.

Para mim, particularmente , foi muito difícil e está sendo muito difícil ter que parar com uma programação que estava pronta desde Novembro de 2010, com todos os artistas convidados e todos os títulos acertados, baseado no Centenário do Theatro Municipal, fazendo uma retrospectiva das óperas apresentadas na temporada de inauguração pela companhia de Titta Ruffo.

Enfim, espero firmemente que no próximo ano as Vesperais sejam retomadas e que cresçam ainda mais e que muitos artistas maravilhosos possam ter oportunidade de se apresentarem, que muitos novos artistas possam ser descobertos, que um novo e grande público possa descobrir a ópera.

Até 2012 …

Eloisa

Il Barbiere di Siviglia, Rossini

Junho

14 às 18h30 Sala Olido – entrada franca

16 às 20h30 Teatro João Caetano – entrada franca

Il Barbiere di Siviglia, Rossini

Rosina- Eloisa Baldin, mezzo soprano

Conde de Almaviva- Sérgio Wernec, tenor

Figaro- Daniel Lee, barítono

Don Bartolo- Leonardo Pace, baixo- barítono

Don Basilio- Fernando Gazoni, baixo

Berta-Rosana Barakat, soprano

Policial – Jonas Mendes, baixo

Piano – Karin Uzun

Direção Cênica e cenários – Eloisa Baldin e Patrícia Venâncio

Legendas – José Marson/Lucas Baldin

Produção – Patrícia Venâncio

Visagismo – Christian Mourelhe

Iluminação – Roberto Fernandes de Paiva

Figurinos e Cenários da Central de Produção “Chico Giacchieri”

Coordenação – Eloísa Baldin

Duração – 1h40m

Censura – 5 anos

Resumo:

Ato 1 –O Conde Almaviva faz uma serenata diante da janela de Rosina, mesmo sem saber o seu nome. Rosina não lhe responde. O Conde ouve a voz de um homem: é o barbeiro Fígaro, seu amigo, que estranha vê-lo longe de casa àquela hora. Almaviva explica a Fígaro o seu intento de cortejar a “filha do médico” que ali mora (embora Rosina seja tutelada e não filha do médico). Fígaro coloca-se à disposição do conde para ajudá-lo. Ambos ouvem quando Don Bartolo, o tutor , diz que vai sair e que no caso de Don Basílio – o professor de música de Rosina e casamenteiro – chegar, devem fazê-lo esperar a sua volta. Bartolo sonha casar-se com Rosina. Fígaro propõe ao conde que use um disfarce, para entrar na casa de Rosina.

Enquanto isso, o Dr. Bartolo e Basílio discutem uma forma de ficarem livres do conde e chegam à conclusão que o melhor é um contrato de casamento. Fígaro, que ouviu tudo, avisa a Rosina das intenções de Bartolo e informa que o seu “primo Lindoro”, um estudante está apaixonado por ela. Ansiosa, Rosina escreve um bilhete para Lindoro. Bartolo entra e surpreende o encontro entre o Fígaro e Rosina e decide manter Rosina presa em casa.

Entra um soldado (o conde Almaviva, disfarçado), e desafia Bartolo para uma luta de espadas. Notando que um pedaço de papel está sendo passado a Rosina, Bartolo exige vê-lo. Rosina troca os papéis e o que ela passa a  Bartolo é uma lista da lavanderia. Bartolo e o “soldado” discutem , enquanto Fígaro tenta apaziguar os ânimos. Entra um verdadeiro soldado que, não conseguindo apurar o que está havendo, retira-se.

Ato 2 – Bartolo suspeita de que o policial seja um espião mandado pelo conde.”Don Alonso” (novamente, o conde disfarçado), avisa que Basílio esta doente e não pode dar aulas a Rosina, e o mandou em seu lugar. Avisa a Bartolo que alguém, chamado “Conde Almaviva”, o está enganando, mostra-lhe a carta de Rosina como prova, e solicita falar a sós com ela. Bartolo consente. Rosina reconhece Lindoro apesar do disfarce e inicia-se a aula de música, enquanto Bartolo descansa.

O Fígaro chega logo após a aula, e Bartolo exige explicações. O Fígaro diz que ali estava para fazer a barba a Bartolo que entrega as chaves para que Fígaro vá buscar o que precisa para fazer a barba.Fígaro subtrai uma das chaves do molho que Bartolo lhe entregou. Dom Basilio aparece, para espanto de todos. Fígaro e o conde passam a afirmar que Basílio está com escarlatina . O conde suborna Basílio que acaba por sair.

O Fígaro faz a barba de Bartolo, enquanto o conde e Rosina simulam uma aula de música. O conde combina uma fuga com Rosina. Avisa que  Fígaro tem a chave da janela e que ambos lá estarão, à meia-noite, para buscá-la. Bartolo ouve a conversa, expulsa o Fígaro e o conde, e procura Basílio para avisá-lo de que o tal Alonso é um farsante. Terminam por deduzir que tanto  Alonso quanto Lindoro são disfarces do conde e vão apressar o contrato de casamento.

Bartolo diz a Rosina que Lindoro brinca com seus sentimentos, e para provar o que lhe diz, mostra-lhe a carta em que Lindoro expõe os planos para a  seqüestrar e a entregar ao conde Almaviva. Para vingar-se Rosina aceita casar com Bartolo. Cai uma tempestade e quando o conde e Fígaro entram no quarto de Rosina, ela quer expulsá-los, mas o conde logo se identifica e explica-lhe que Lindoro jamais existiu.Chega o juiz para celebrar o casamento de Rosina com o conde. Basilio é forçado a ser testemunha do casamento.Bartolo chega para prender Fígaro e o conde, mas Almaviva identifica-se e Bartolo dá-se finalmente por vencido. O Fígaro, o conde e Rosina comemoram.

Revista Concerto – Março de 2011

Vesperais Líricas iniciam comemoração ‘solitária’ dos 100 anos do Teatro Municipal de São Paulo (28/2/2011)

A série Vesperais Líricas, que bravamente mantém uma temporada regular e de qualidade – apesar dos percalços pelos quais vem passando o Teatro Municipal de São Paulo -, fará durante 2011 versões encenadas, com acompanhamento de piano, das óperas que foram montadas na primeira temporada do Municipal, em 1911.

A programação inicia assim, de forma isolada, uma comemoração pelos 100 anos do principal teatro de ópera de São Paulo, em um momento em que não há data definida para a reabertura da casa.

O primeiro título a ser apresentado é Manon Lescaut, de Puccini, com direção cênica e cenários de Eloisa Baldin, que coordena a série. A ópera é uma das montagens realizadas pela companhia de Titta Ruffo, que apresentou em praticamente duas semanas nove óperas no novo teatro da capital paulista em setembro de 1911.

As apresentações de Manon Lescaut acontecem nos dias 1º de março na Sala Olido e no dia 2 no Teatro João Caetano, ambas com entrada franca.

Manon Lescaut – Puccini (2011)

Série “Vesperais Líricas 30 Anos”

Dedicado às óperas do ano de inauguração do

Teatro Municipal de São Paulo em 1911


Março

01 às 18h30 Sala Olido

02 às 20h30 Teatro João Caetano

Manon Lescaut, Puccini


Manon – Elaine Moraes, soprano

Des Grieux- Miguel Geraldi, tenor

Lescaut- Daniel Lee, barítono

Geronte- Jonas Mendes, baixo

Edmondo- Luciano Silveira, tenor

Piano – Karin Uzun

Direção Cênica e cenários – Eloisa Baldin

Legendas – Joâo Malatian

Produção – Patrícia Venâncio

Visagismo – Eliseu Cabral

Iluminação – Roberto Fernandes de Paiva

Figurinos e Cenários da Central de Produção “Chico Giacchieri”

Coordenação – Eloisa Baldin

Resumo:

Ato I – Amiens – Edmondo, um jovem estudante, recita uns versinhos burlescos, quando chega seu amigo Des Grieux, que parece um pouco sério e preocupado. Edmondo lhe pergunta se ele está apaixonado. Des Grieux responde ao amigo que o amor é uma espécie de comédia ou tragédia na qual ele não está nem um pouco interessado.

Chega um coche de Arras, entre os passageiros está uma jovem de rara beleza, que imediatamente chama a atenção de Des Grieux; junto com ela estão seu irmão, Lescaut, sargento da guarda real, e um senhor que eles conheceram durante a viagem, chamado Geronte. O jovem e o velho entram na hospedaria ; enquanto isso, a jovem senta-se sozinha  Des Grieux  aproxima-se da jovem e pergunta como ela se chama. “Chamo-me Manon Lescaut,” diz ela, e explica que vai dormir naquele hotel só por uma noite, e partirá na manhã seguinte para um convento. É desejo do pai que ela seja uma freira. A conversa dos dois, mostra claramente que este não é o desejo da jovem. Ouve-se a voz do irmão chamando Manon . “Ver-nos-emos mais tarde?” pergunta Des Grieux. Ela responde que sim. “Eu nunca vi uma mulher como esta,” exclama ele numa ária, Donna non vidi mai que exprime a paixão por Manon que acaba de despertar nele. Des Grieux concebe um plano: raptar Manon e levá-la para Paris. Só que o velho , Geronte, teve a mesma idéia. Dentro da hospedaria, ele oferece uma boa soma em dinheiro ao dono da mesma para que prepare uma carruagem pronta a partir para Paris. Edmondo, que ouviu a conversa, vem correndo avisar Des Grieux. Chega Manon, e Des Grieux e Edmondo contam a ela que o velho pretende raptá-la. Des Grieux convence Manon a fugir com ele. Eles fogem na mesma carruagem que Geronte havia ordenado. Quando Geronte percebe que lhe passaram a perna, fica enfurecido, mas Lescaut o consola. Afinal, diz ele, bolsa de estudante logo fica vazia. Os dois seguem para Paris.

Ato II -Paris – O caso de amor entre Manon e Des Grieux não durou muito tempo. Assim que as condições materiais do jovem casal desceram ao nível do proletáriado, não foi difícil Lescaut convencê-la a instalar-se na mansão do velho Geronte. Nós a vemos cercada de luxo, com criados satisfazendo seus caprichos.  Chega seu irmão Lescaut. Numa ária, In quelle trine morbide, ela exprime seu enfado com aquela vida . Lescaut conta que seu amigo Des Grieux não para de importuná-lo: onde está Manon? Onde vive? Com quem fugiu? Lescaut vai buscar Des Grieux, que entra escondido. Quando estão juntos, Geronte os surpreende e , estupefato,  se retira . Manon e Des Grieux pretendem fugir; Manon enche a bolsa de jóias que ela pretende levar consigo. Geronte chamou a polícia; a casa está cercada. Policiais entram no quarto. Manon é presa.

Ato III – Le Havre –  Manon é processada por prostituição e agora deve enfrentar a deportação para a América do Norte. O comandante do navio chama uma por uma e quando Manon é chamada Des Grieux cai aos pés do comandante do navio e, chorando, suplica a ele que o deixe embarcar . “Quer povoar a América meu jovem? Pode embarcar” diz o comandante.

Ato IV – Luisiania – USA – O último ato passa-se num deserto na fronteira de Nova-Orleans, um cenário de grande desolação. Juntos lamentam a desgraça que se abateu sobre eles, e Manon, pressentindo a morte, pede a Dês Grieux que a deixe morrer sozinha. Desesperado, DES GRIEUX parte em busca de auxílio. Sozinha Manon exprime a sua desolação. O jovem regressa e ela, não suportando mais, morre em seus braços.